O que é ansiedade?
É possível encontrar várias definições nos dicionários não técnicos, como:
- aflição,
- angústia,
- perturbação do espírito causada pela incerteza, dentre outros sintomas.
Além desse lado técnico, a ansiedade é também um fenômeno que ora nos beneficia, ora nos prejudica, dependendo das circunstâncias ou intensidade.
A ansiedade nos prejudica quando se torna patológica, isto é, prejudicial ao nosso funcionamento psíquico (mental) e somático (corporal).
Quando a ansiedade estimula o indivíduo a somente ficar alerta, entrar em ação, está tudo bem, porque, na verdade, é até bom.
Contudo, se passa a ser uma preocupação excessiva, a ansiedade faz exatamente o contrário, impedindo reações e nos limitando e nos prejudicando.

(Vecteezy)
O que são transtornos de ansiedade?
Os transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida.
Por exemplo, é possível ao indivíduo se sentir ansioso a maior parte do tempo, sem nenhuma razão aparente.
O problema maior não é ter ansiedade, mas senti-la tão intensamente, a ponto de deixar a pessoa imobilizada, aí sim, ela não faz bem nenhum.
Os transtornos da ansiedade têm sintomas muito mais intensos do que aquela ansiedade normal do dia a dia.
Observe:
- preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar),
- sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer,
- preocupações exageradas com saúde, dinheiro, família ou trabalho,
- medo extremo de algum objeto ou situação em particular,
- medo exagerado de ser humilhado publicamente,
- falta de controle sobre os pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade,
- pavor depois de uma situação muito difícil.
Qual é o melhor tratamento para ansiedade?
Existem três tipos de tratamento para os transtornos de ansiedade:
- medicamentos (sempre com acompanhamento e receita médica);
- psicoterapia com psicólogo ou com médico psiquiatra;
- combinação dos dois tratamentos (medicamentos e psicoterapia).
O resultado do tratamento é, para a maioria, uma sensação boa, de melhora e, sobretudo, o retorno às suas atividades.
Isso acontece depois de algumas semanas de tratamento, por esses motivos, é importante procurar ajuda especializada na unidade de saúde mais próxima.
O diagnóstico precoce e preciso, um tratamento eficaz e o acompanhamento por um prazo longo, são imprescindíveis para obter-se melhores resultados e menores prejuízos. (https://bvsms.saude.gov.br/ansiedade/)
Toda pessoa que tem ansiedade precisa tomar medicação?
A resposta para esse questionamento é negativa.
Nem todo ansioso precisa de medicação.
O tratamento varia de pessoa para pessoa, por isso, nem todos os casos exige medicação.
O médico, psicólogo ou psiquiatra, pode receitar medicamentos, depois de avaliar a gravidade dos sintomas, do impacto da ansiedade na rotina do indivíduo.
Geralmente o tratamento inclui:
Psicoterapia: muito frequentemente considerado um bom tratamento, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda a mudar padrões de pensamento e comportamento.
Mudanças no estilo de vida: a prática regular de qualquer atividade física, algumas técnicas de respiração, a meditação, a yoga auxiliam e muito no tratamento.

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Quando os remédios são recomendados?
A medicação é uma forte aliada, a partir do momento em que a ansiedade se torna intensa, persistente, ou quando impede o indivíduo de trabalhar, dormir ou, à medida do possível, manter uma rotina legal.

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O que são e para que servem medicamentos controlados?
A medicação controlada é um tratamento que atua diretamente no sistema nervoso central ou possui propriedades químicas com alto potencial de causar dependência .
Tal medicação é essencial a um tratamento seguro e monitorado de diversas condições médicas, solicitando receita especial e retenção do documento na farmácia
São os antidepressivos ou ansiolíticos que ajudam a regular os sinais químicos no cérebro, aliviando o sofrimento, a fim de que a pessoa se sinta capaz para desenvolver outras estratégias de enfrentamento.
Atenção: nunca faça automedicação. O certo é buscar orientação especializada de um médico.

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De que forma o medicamento ajuda o ansioso?
O tratamento medicamentoso bem direcionado e individualizado oferece um suporte estrutural completo que transforma radicalmente a rotina de quem sofre com os limites da ansiedade.
Longe de ser uma solução puramente paliativa ou superficial, os psicofármacos atuam de maneira profunda e multifacetada na saúde global do paciente.
Abaixo, destacamos os principais benefícios observados durante o uso correto e consciente da medicação:
Regulação química cerebral: um dos maiores benefícios é que os medicamentos psicotrópicos atuam ajustando com soluções os níveis de neurotransmissores nas fendas sinápticas do cérebro. Isso corrige a hiperatividade do sistema nervoso central, permitindo que mensagens biológicas sejam transmitidas sem os alarmes falsos e catastróficos que geram crises de pânico repentinas e a angústia generalizada.
Alívio imediato dos sintomas físicos agudos: especialmente de sintomas de uma ansiedade crônica, que se manifesta violentamente no corpo, com sintomas físicos torturantes, taquicardia constante, sudorese fria, tremores involuntários, sensação de falta de ar e dores musculares provocadas pela tensão, a medicação controlada possui eficácia. Trata-se de um ciclo vicioso de resposta física ao estresse, devolvendo ao paciente a sensação de conforto físico e segurança biológica.
Melhora substancial na qualidade do sono: muitas pessoas que sofrem com ansiedade enfrentam problemas graves de insônia, devido ao fluxo incessante de pensamentos intrusivos e preocupações que invadem a mente durante a noite. Ao desacelerar o ritmo cerebral e relaxar o sistema nervoso, os medicamentos propiciam um sono profundo e reparador, vital para a regeneração celular e o equilíbrio hormonal.
Ampliação da janela de tolerância emocional: uma vez que o paciente está sob o efeito do tratamento adequado, os pequenos e grandes gatilhos estressores do cotidiano perdem o poder avassalador de desestabilizar o indivíduo de maneira imediata. Há um ganho de resiliência psicológica, capacitando o paciente para analisar os problemas diários com foco, lógica e racionalidade, em vez de reagir com desespero ou impulsividade.
Facilitação do processo psicoterapêutico: no momento em que uma pessoa se encontra em um estado de ansiedade aguda, sua capacidade de introspecção fica bloqueada, tornando quase impossível absorver e aplicar as ferramentas ensinadas na terapia. A medicação atua afetando o segurador “ruído de fundo” da mente ansiosa, deixando o indivíduo muito mais lúcido, calmo e receptivo para trabalhar suas questões comportamentais junto ao psicólogo.
Resgate da autonomia e funcionalidade: quando o medo paralisante e as fobias se tornam menos dolorosos, o tratamento químico devolve ao indivíduo a capacidade de realizar suas tarefas diárias com total independência. O paciente retoma o controle de sua vida profissional, acadêmica e afetiva, reconectando-se de forma saudável com seus planos, metas e objetivos pessoais de longo prazo.

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Conclusão
É possível redescobrir uma vida plena depois do tratamento?
No momento em que o indivíduo decide iniciar um tratamento com medicação controlada para a ansiedade, significa dar o primeiro e mais corajoso passo em uma jornada de paciência, autoconhecimento e autocuidado.
Por isso, torna-se fundamental compreender que o medicamento não é uma sentença de dependência para a vida inteira.
Já está comprovado que, com o passar dos meses de tratamento contínuo, o organismo se estabiliza, os caminhos neurais se regeneram e os sintomas incapacitantes recuam de forma consistente.
Diante dessa consolidação clínica, e sempre sob a rigorosa supervisão do médico psiquiatra, o processo de desligamento da medicação de maneira gradual e segura, pode ser planejado e executado com absoluto sucesso.
Muitos já cruzaram essa linha.
Por isso é importante saber que, ao cruzar a linha de chegada dessa jornada terapêutica e experimentar a genuína sensação de cura, é uma das experiências mais libertadoras e transformadoras que um ser humano pode vivenciar em sua trajetória.
Olhar para trás, após o encerramento do tratamento, e perceber que aquele medo, aquela insegurança, aquela névoa escura e densa de preocupações irracionais finalmente se dissipou, oferece ao paciente um sentimento profundo de vitória pessoal, alívio indescritível e renovação existencial.
Sentir-se livre, viver sem amarras da ansiedade patológica significa redescobrir o prazer genuíno nas coisas mais simples do cotidiano.
Antes, tudo o que parecia ser ameaçador, já não é mais, a partir de agora tudo se torna mais compreensível.
E assim, o indivíduo passa a desfrutar de momentos felizes ao lado da família e amigos, sem sentir uma pressa de ir embora, sem sentir necessidade de sair do lugar imediatamente, pelo contrário, sentir o tempo passar com naturalidade, perceber cada dia que se passa e planejar o futuro com verdadeiro otimismo, em vez de pavor paralisante.
A medicação controlada jamais altera a essência ou a personalidade de quem a usa de forma correta; muito pelo contrário, a medicação atua como uma força libertadora que devolve à pessoa a sua verdadeira identidade, que havia sido sequestrada pelo transtorno.
Curar-se da ansiedade é perceber, com profunda gratidão, que a paz de espírito não significa viver em um mundo sem problemas, mas sim ter a plena certeza biológica, emocional e psicológica de que a sua mente está saudável, equilibrada e perfeitamente preparada para lidar com qualquer desafio.
Buscar ajuda especializada, vencer o preconceito e aceitar o tratamento é um ato supremo de amor-próprio e o passaporte definitivo para uma vida verdadeiramente plena, equilibrada e feliz.

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